MARCELO CAMELO – TOQUE DELA (2011)



Marcelo Camelo traz um disco extremamente bem feito
Salve, salve galera. Depois de muito tempo longe estou de volta, dessa vez com um dos discos mais aguardados do ano no cenário nacional (ou talvez, o mais). Sim, estou falando do segundo trabalho solo de Marcelo Camelo (ex-Los Hermanos), Toque Dela.

São dez canções inéditas que giram em torno de 41 minutos. Camelo novamente vem acompanhado dos paulistanos do Hurtmold e de sua namorada Mallu Magalhães (que dessa vez faz só uma “ponta” no coro da faixa 8, Vermelho). A novidade no quesito participação fica por conta de seu xará, o aclamado multi-intrumentista e cantor Marcelo Jeneci, evidente em Tudo O Que Você Quiser (faixa 3). 

Devo admitir que quando comecei a ouvir esse disco tive a impressão de ser o segundo lado do Sou, mas essa é apenas a sensação deixada por Noite, primeira faixa do álbum. Aliás, genial a ideia de manter a sonoridade do disco anterior apenas na faixa de abertura, dá uma ideia de continuidade do trabalho do artista. Pra quem, assim como eu, esperava que o “toque dela” fosse mais evidente ficará surpreso. Além da supracitada participação no parágrafo anterior não há mais referências e / ou influências de Mallu Magalhães no som desse disco o que, pra 9 entre 10 fãs de Camelo, é motivo de comemoração. Toque Dela não tem, nem de perto, a melancolia e a tristeza tão presentes no Sou e no próprio Quatro (último disco do quarteto carioca).  Novamente Marcelo Camelo traz um disco extremamente bem feito e, pelo menos dessa vez, mais pra cima do que seus últimos trabalhos. Em graus comparativos eu diria que, sim, ele conseguiu vencer a temida “Síndrome do Segundo Disco” do qual alguns artistas sofrem e fez um álbum melhor que o primeiro.

Os destaques ficam por conta de Pretinha (faixa 5), Três Dias (faixa 6) e Despedida (faixa 9, que já foi gravada por Maria Rita em seu disco Segundo). 

Além do vocal, violão e guitarra o ex –hermano (se é que dá pra chamar assim) também assina os metais ao lado de outro xará, Marcelo Costa, e ainda toca percussão e bateria. 


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