O LEGADO DO OI VERT JAM


Oi Vert Jam, unanimidade?!
Tenho acompanhado por diversos meios de comunicações, como blogueiros de sites de mídias especializadas e facebook, os ataques ferozes feitos por pessoas influentes (ou não) à organização e ao evento Oi Vert Jam, 1ª Etapa do Circuito Mundial (WCS) de Skate Vertical, mas até que ponto isso é real? Então venho aqui expor minha humilde opinião.

Desenho feito pelo meu filho de 6 anos.
Na verdade o Oi Vert Jam apresenta algumas falhas em alguns aspectos que vem piorando através dos anos e melhorando em outros também, isso não podemos negar. Mais do que apresentar falhas e apontá-las, temos que aprender também a apresentar as soluções, porque falha, irmão, já é um erro e às vezes as soluções são piores do que os erros.

Li comentários de que a premiação é baixa e ridícula para uma etapa do Circuito Mundial e que isso ajudaria a não vinda de nomes importantes para competir. Mas o Bob, o Pedro Barros, o Dan Cezar, o Sandro Dias, o Lincon Ueda e o atual campeão do Circuito Marcelo Bastos são o que, ora bolas? Quem viu o filme “Vida Sobre Rodas”, viu da boca de caras como Tony Hawk, Tony Magnuson e Danny Way o que os caras representam e todos foram unânimes em afirmar que Bob Burnqüist é o cara!

Reinventou o jeito de se andar num half de switch e vem fazendo isso com a Mega Rampa, levando o skate a uma evolução jamais pensada. Quanto a premiação, quem tem que achar se é boa ou ruim são eles, os competidores e não nós que nem sabemos dropar de um half e não competimos, estamos lá pra assistir ou para trabalhar.

Li alguns comentários de que o Oi Vert Jam vem se tornando um evento igual às outras edições e se colocássemos as outras edições não veríamos diferença nenhuma. Bom, em certo ponto concordo que tem que haver alguma mudança de lugar: Quinta da Boa Vista ou Praça do Ó, não sei. Mas mudar o cenário porque você sempre verá um cara voando de um lado para o outro? Ou num campeonato de half do Maloof Money você veria algo diferente disso, por exemplo, um cara jogando bocha? E o que falar da etapa do mundial de surf o “Bells”, que é feito no mesmo lugar a anos, do mundial de Vert feito na Alemanha, por sinal um dos mais tradicionais?

Li também reclamações quanto ao trabalho restrito da mídia especializada e dos contratados pelo evento para fazer o trabalho de fotos. E nisso eu concordo, porque há anos vejo fotógrafo contratado da organização do evento e da própria patrocinadora me pedindo dicas de como fotografar skate, profissionais sem o mínimo conhecimento de fotografar skateboard e eu tendo que dar assistência de graça, enquanto o “profissional” leva os louros e o dinheiro. É só entrar no site da Oi ou no site da WCS para verem realmente o que estou falando. E ter acesso limitado só de um lado do Half acho muito pouco para quem se dedica ao esporte. Uma reivindicação junto a CBSK (Confederação Brasileira de Skate) acho legal e super viável, até mesmo que seja feita uma clínica remunerada, com fotógrafos cariocas de skate antes do evento para os interresados em fotografar no evento.
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Uma coisa que me perguntam sempre e eu nunca consegui responder - e não é bairrismo - é o fato do evento ser no Rio de Janeiro e o locutor ser de outro estado. Acho que o evento perde um pouco a identidade de ser carioca, mas que o Paulinho arrebenta, isso ninguém discute. Conhece muito e eu também curto muito, mas vale ressaltar que temos alguns bons locutores aqui também, como o próprio Guto Jimenez, nosso blogueiro aqui na Pense Skate.

Um ponto super positivo do Oi Vert Jam nesse ano foi a clínica de skate, já que o half nunca foi usado nesses anos todos por ninguém a não ser pelos competidores. E ver caras como Bartolo, Firmino e a incrível double feita por Sérgio Negão e Robertinho HoHo Plant nos deixam com tanta esperança e emoção que só não foi maior do que ver os irmãos Sodré, Lucas Cofrinho e minha filha Gabriela Saes fakiando naquele “monstro”, junto com crianças alucinadas que desafiavam aquele half como se estivessem desafiando (com todo respeito é claro) um Tiranossauro Rex num parque dos dinossauros. Valeu André Viana (FASERJ) e Rennê Nunes (USR) por tornarem esse sonho possível.

Nessa semana minha mulher abriu o livro do colégio do meu filho João Verdinho que tem 6 anos, e me mostrou algo que foi inspirador para que eu escrevesse esse post, nele havia um exercício que era a seguinte: “Desenhe uma atividade que você gostaria de aprender com alguém de sua família”. E ele na sua mais pura inocência desenhou um half (já que viu o pai sair pra trabalhar o carnaval inteiro) e nele colocou eu de um lado e ele do outro, os dois com o skate nas mãos prontos para dropar. Isso não seria o verdadeiro legado do Oi Vert Jam? Boas sessions...


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