The Strokes


Angles
Salve, salve gente fina. A coluna de hoje começa com uma polêmica, e não, não estou falando de mamilos (se você não entendeu clique aqui). O disco que trago hoje é o Angles do Strokes. A banda do filho do John Casablancas sempre foi vista pela crítica e pelo público (a meu ver, muito por conta da crítica) como a salvação do rock (Com mil diabos, raios e trovões, o Rock sempre foi o Chuck Norris dos gêneros musicais, desde quando ele PRECISOU SER SALVO E DO QUE???), o que nunca me convenceu.

Last Night
, o primeiro single dos caras, chegou quase ao patamar de hino (HERESIA, HERESIA E HERESIA!!!) e o disco de estreia, Is This It?, foi comparado ao Nevermind do Nirvana, em termos de “estremecimento das bases do mainstream”, o que pra mim foi uma jogada de marketing conhecida como matéria(s) paga(s) (Ora, se eu fosse o filho do dono da Elite Models até eu!!!)

Bom, vamos ao disco. Esse é o quarto álbum de estúdio do quinteto nova-iorquino formado por Julian Casablancas (vocal); Nick Valensi e Albert Hammon Jr. (guitarras); Nikolai Fraiture (baixo) e pelo ítalo-brasileiro Fabrizio Moretti (bateria). São 10 faixas com cerca de 34 minutos de duração.

A faixa que abre o disco é Machu Pichu, que lembra muito a sonoridade do rock oitentista de bandas como Tears For Fears, The Bolshoi e INXS, só pra citar algumas. A primeira música de trabalho é a faixa 2, Under Cover of Darkness, que mostra a assinatura característica da banda. Angles traz uma mistura interessante de sons eletrônicos (com os quais eles já flertam há algum tempo) e com os bons timbres de Valensi. Essa mistura fica bem evidente em You‘re So Right (faixa 4).

Angles certamente vai agradar aos fãs do The Strokes por ser exatamente aquilo o que eles são, Rock N’ Roll simples e bem tocado, o que sempre agradou ao público ao longo da história. Nada demais, nada de menos. Um ponto equidistante entre o genial e o medíocre. Nota 6,0.

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