CRISE DE ADMINISTRAÇÃO NO RJ


Erro de foco...
o que tem passado despercebido na crise entre o Governo do RJ e os servidores e você precisa estar atento.

Olá leitor,

a Imprensa divulga o que quer e como quer, seja para proteger Sérgio Cabral Filho, seja porque não vai dizer a verdade mesmo. A população é conduzida a pensar igual e sem qualquer objetividade sobre os fatos, pois todos os elementos para pensar não são disponibilizados por quem os apura.

Esta coluna vai mostrar a sua visão do que se passa, indicando alguns dos atores e pede, ENCARECIDAMENTE, para você pensar e tirar suas conclusões sobre a crise na Administração do Estado e sua exposição com a ação a favor e contra os bombeiros.

Vamos lá...

Bombeiros. São tidos como pessoas de muito valor, apesar de vários serem processados por crimes na Auditoria Militar estadual. Com seu enfrentamento ao Governador, passaram à solução para muitos problemas na Administração do Estado ao exporem a irresponsabilidade administrativa no Estado; porém, se pretendiam atingir o Governador, a atitude deveria ser outra, sem a invasão do quartel general ou as depredações. Embora hajam tentado, por várias vezes, discutir suas reivindicações com o Comandante da Corporação, o Secretário de Estado e o Governador, jamais poderiam haver invadido o quartel central, depredar instalações e viaturas, sem que fossem penalizados. Tais atos configuram crimes previstos no Código Penal Militar e, portanto, serem punidos não é ilegal, mesmo com nossa simpatia ao movimento. Além disto, a destruição de instalações e equipamentos faz com que o Erário (nosso dinheiro) seja usado para comprar artigos novos e reparar o que puder ser reparado. Sobre a invasão ao quartel, cabe dizer, ainda, ser inconcebível a participação de não militares e familiares, vez que o movimento não é farra e a invasão não foi brincadeira; logo, absurdo não foi mulheres e crianças passarem o que passaram quando BOPE + CHOQUE entraram no quartel central dos bombeiros; pois estavam cumprindo sua missão, embora dolorida. O ABSURDO foi a direção do movimento haver deixado que não militares bombeiros estivessem lá dentro. Uma mulher grávida perdeu o bebê – o que fazia lá? Seu marido é um bombeiro, será que não previu o perigo à sua esposa e filho(a)? O movimento é legítimo e tem o nosso apoio, mas cometeu excessos e deve , responder por eles. Democracia é isto, precisa fazer dentro da lei. Anistiar atos impensados tem um limite, o bolso da população e o bom senso.

Demais servidores. O medo e preguiça que cercam as categorias dos servidores do Poder Executivo estadual estão fazendo perderem o momento, extremamente propício, para conseguir suas reivindicações ou até "derrubar" o Governador. Aparentemente, as categorias estão paradas, aguardando os acontecimentos; deveriam estar junto aos bombeiros e forçando uma ampla revisão de salários e melhorias materiais para o funcionalismo. Quem se contenta com migalhas, JAMAIS merecerá uma refeição completa!!

Governador. Não mediu a consequência de seus atos ou, melhor, de sua omissão. Deveria haver estimulado a negociação e haver dado mais respeito aos bombeiros; hoje, estão todos os servidores contra ele e isto significa estar a população entregue à boa vontade de quem a atender nas repartições públicas. O Governador chamou de vagabundos os que reivindicavam direitos, situação prevista e admitida pelo regime democrático. Ele não se preocupou em apurar a inoperância e responsabilidades do comandante geral dos bombeiros e do Secretário de Estado; apenas endossou a estupidez e preferiu ignorar os problemas e permitir chegar ao conflito. O Governador imaginou, contando com a proteção dada pela Imprens a, não haver repercussão da covardia feita, ao fugir das negociações com os bombeiros. Acreditou ser imune e expôs o Governo do Estado a uma briga com seus servidores (bombeiros, polícias, educação, saúde...) da ativa e aposentados, prejudicial a todos nós, servidores ou não. Mostrou não ser bom de planejamento, pois não paga salário melhor, mesmo com a maior arrecadação do Estado em quase 30 anos. O Estado está em uma crise só escondida pela falta de informações na Imprensa – basta você juntar o que lê(apesar de não ser tudo verdade) com o que vê em seu dia-a-dia. O Governador pouco ou nada faz para melhorar e só fala em colocar a polícia em cima de quem não concorda com o atual estado de coisas e dos miseráveis. Aparentemente, seus discursos para ser eleito e reeleito foram para ludibriar os eleitores; aparentemente, foram uma farsa. Traiu a confiança de todos a quem prometeu melhorar os salários e aposentadorias.

Ministério Público (MPRJ). Embora possa estar correta a atitude de processar os bombeiros por motim etc., tudo a ser apurado e comprovado em juízo, JAMAIS o Exmo. Procurador-Geral do Estado (PGJ), Dr. Cláudio Lopes, deveria estar ao lado de Sérgio Cabral na 1ª entrevista coletiva à Imprensa, após a invasão ao quartel dos bombeiros. O MPRJ tem a função de fiscalizar a correta aplicação da lei e, portanto, dado o estado de crise causado por salários e falta de condições de trabalho, certamente, deveria estar investigando as ações do Governador à frente da Administração do Estado a ponto de causar a crise e não dando seu apoio velado(este o significado político de sua presença) à ação do Go vernador, na invasão. É garantida pela Constituição da República a independência funcional do MPRJ; o PGJ tem o dever funcional de garantir esta independência e, parece que com a vinculação da imagem da Instituição ao Governador, não está cumprindo este dever. Voltando a um tema...se o Estado tem a maior arrecadação de tributos, royalties e investimentos privados e do Governo Federal, como podem faltar equipamentos e salários aos servidores? Será que a gestão de Sérgio Cabral não mereceria uma investigação do MPRJ? As respostas, positivas ou não, aparentemente, justificariam a não presença do PGJ ao lado do Governador. Trata-se de uma questão de ética... “se eu tenho como uma das minhas atribuições investigar você, não posso ser seu amigo, preciso ser profissional, tratá-lo com respeito; mas, amizade não ”. Concorda leitor?

População.
Sem procurar saber da verdade, assistiu e assiste inerte aos acontecimentos. Sendo objetivo...deveria estar cobrando do MPRJ e do Tribunal de Contas a apuração da gestão de Sérgio Cabral. Do Governador deveria cobrar o porquê de os bombeiros partirem para a radicalização das atitudes por falta de diálogo, quando tentaram conversar por mais de uma vez com ele. Deveria cobrar do PGJ o seu afastamento da questão a fim de ser preservada sua isenção e, principalmente, para não deixar de apurar a responsabilidade do Governador. Deveria mobilizar-se contra Sérgio Cabral no sentido de explicar-se e/ou deixar o Governo, tendo em vista a enorme quantidade de dinheiro presente na economia do Estado e a situação de abandono completo em que se encontram servidores, repartições estaduais e a população. Em relação à Imprensa, a população precisa tentar saber dos próprios envolvidos no movimento as suas razões e não ficar reproduzindo comentários tendenciosos emitidos pelos “especialistas” contra os bombeiros ou qualquer outra categoria.

Como dissemos no início...pense, reflita e decida. Se entender que deve, chame todos os conhecidos e demais contatos pela internet e faça uma passeata contra a atual crise, sem esquecer de cobrar apuração dos atos do Governador Sérgio Cabral Filho, ato, plenamentre, democrático.

Até a próxima.

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