CAXIAS DEPOIS DE TENÓRIO CAVALCANTE


Ninguém quer o progresso
Impossível tirar a oligarquia com o que acontece nas escolas do município.

 Os professores da rede municipal de Duque de Caxias, RJ, sofrem no mês de sua data base. Em negociação, Zito não apresentou qualquer proposta concreta e, logo depois de uma audiência em que o secretário de fazenda disse precisar fazer Cálculos, foi encaminhada pelo poder executivo uma mensagem a ser votada na Câmara Municipal, concedendo 5% de aumento ao funcionalismo municipal, ignorando a situação dos professores.

A proposta foi rejeitada por unanimidade numa assembléia com mais de 1.300 funcionários da educação. Foi considerada uma afronta, já que o índice de inflação, segundo o IPC é de 6.3%.

Há uma greve na educação em andamento. Continua seguindo o calendário de mobilização onde 98% das escolas estão paradas, mesmo com a pressão exercida pelo prefeito, em cima das diretoras das escolas, para obrigar os professores o retorno imediato as salas de aula.

Nunca se viu uma adesão tão massiva do funcionalismo. Pode ser atribuída à precariedade das escolas municipais encontradas no quinto município mais rico do país, onde as escolas parecem mais uns puxadinhos mal feitos, onde as goteiras quando não estão caindo sobre a cabeça dos alunos, estão sobre os pratos de comida, onde não se tem saneamento básico adequado, onde os materiais escolares não são repassados as escolas, onde a passagem de ônibus é uma das mais caras e onde se situam diversos polos industriais que pagam milhões de reais em royaltes para prefeitura.

Natália Barreto - Professora da rede estadual de ensino na Baixada Fluminense.

EnglishFrenchGermanSpain